Quem nunca se apaixonou?! Espere aí, não é dessa paixão que estou falando. Quem nunca se apaixonou por livros, filmes e músicas? Nos apaixonamos, e isso acaba se tornando parte de nossas vidas. Então, se você já foi ou é, junte-se a nós e conheça diversos deles. O objetivo desse blog é indicar e comentar sobre livros, filmes e músicas, fazendo uma interação com os mais diversos gostos e interesses possíveis.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
sábado, 12 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
domingo, 30 de agosto de 2015
As
obras de Jorge Amado leva até o leitor o dia-a-dia dos personagens
marginalizados narrando lhes a vida, os
pensamentos, os desejos, ressaltando que estes também são humanos, além
de abordar também vários costumes regionais e festas populares. Abordar
questões de interesse social, denuncia a miséria e a opressão em que vivem
essas pessoas. Suas obras apresentam altos e baixos, o escritor abusa dos
clichês e não tem cuidado formal. Apesar disso, ao lermos seus romances temos
uma vasta visão da sociedade baiana.
Jorge Amado Livros Novelas e Minisséries
Jorge Amado
Foi um dos escritores brasileiros com mais livros vendidos e obras traduzidas, nesse quesito, perde apenas para Paulo Coelho. O baiano escreveu obras de cunho regionalista, enaltecendo o povo, a terra e a cultura local. Com uma linguagem oralizada, o escritor transformou em texto suas preocupações e críticas sociais.
Pertencente ao segundo tempo do modernismo, o autor teve suas obras transformadas em novelas, filmes, peças e até quadrinhos. Entre as mais famosas e reproduzidas estão: “Dona Flor e seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Tieta do Agreste” e “Capitães da Areia”.Sua extensa contribuição para a literatura foi reconhecida em premiações, Amado ganhou o Prêmio Camões e o Jabuti. Ainda ocupou a cadeira nº 23 na Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é José de Alencar
DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (Publicação do livro -1966 , Minissérie - 1996 )
Um dos romances mais populares de Jorge Amado, levado com êxito ao cinema ao teatro e à televisão, "Dona Flor e Seus Dois Maridos" cona a história de Florípedes Paiva, que conhece em seus dois casamentos a dupla face do amor: com o boêmio Vadinho, Flor vive a paixão avassaladora, o erotismo febril, o ciúme que corrói. Com o farmacêutico Teodoro, com quem se casa depois da morte do primeiro marido, encontra a paz doméstica, a segurança material, o amor metódico.
GABRIELA, CRAVO E CANELA ( Publicação do livro - 1958 , Minissérie - 1975 )
O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, talvez o personagem feminino mais sedutor criado por Jorge Amado, tem como cenário os anos 20, em plena luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações de cacau. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não só conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Escrito em 1958, "Gabriela, Cravo e Canela" logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora.
TIETA DO AGRESTE ( Publicação do livro - 1977 , Telenovela - 1989 )
Fogosa pastora de cabras e namoradora de homens, a adolescente Tieta é surrada pelo pai e expulsa de Santana do Agreste graças à delação de suas aventuras eróticas por parte da irmã mais velha, a pudica e reprimida Perpétua. Um quarto de século depois, rica quarentona, Tieta retorna em triunfo ao vilarejo, no interior da Bahia. Com dinheiro e influência política, ajuda a família e traz benefícios à comunidade, entre eles a luz elétrica.
Para os parentes e amigos de Agreste, Tieta enriqueceu no sul ao se casar com um industrial e comendador. Mas aos poucos o narrador vai plantando no leitor a dúvida, o descrédito, até revelar a história oculta da protagonista: Tieta se prostituíra e virara cafetina em São Paulo, razão de sua riqueza e de seu trânsito entre os poderosos. Nesse acerto de contas com o passado, ela acaba se envolvendo na acirrada disputa em torno do futuro do lugarejo.
Publicado em 1977, o romance foi adaptado com sucesso para a televisão e o cinema. A narrativa descontínua, feita de avanços, recuos e mudanças do ponto de vista, atesta a maturidade literária de Jorge Amado e mantém até hoje o impacto e o frescor.
Para os parentes e amigos de Agreste, Tieta enriqueceu no sul ao se casar com um industrial e comendador. Mas aos poucos o narrador vai plantando no leitor a dúvida, o descrédito, até revelar a história oculta da protagonista: Tieta se prostituíra e virara cafetina em São Paulo, razão de sua riqueza e de seu trânsito entre os poderosos. Nesse acerto de contas com o passado, ela acaba se envolvendo na acirrada disputa em torno do futuro do lugarejo.
Publicado em 1977, o romance foi adaptado com sucesso para a televisão e o cinema. A narrativa descontínua, feita de avanços, recuos e mudanças do ponto de vista, atesta a maturidade literária de Jorge Amado e mantém até hoje o impacto e o frescor.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
A história de vida de Stephen Hawking é realmente digna de cinema. A adaptação para as telonas do livro homônimo (escrito por Jane Hawking, ex-esposa do cientista) era algo inevitável e fico feliz em poder afirmar que foi feita da maneira certa. O resultado final é um filme que faz o tempo (objeto de estudo da vida de Hawking) passar voando. A Teoria de Tudo começa pouco antes de Hawking (Eddie Redmayne) ser acometido pela doença que o privou dos movimentos. Já na faculdade, Hawking demonstra possuir um enorme talento para a Física Teórica, seu brilhantismo já é estabelecido logo no início. Durante uma festa, ele conhece Jane (Felicity Jones), por quem se interessa. Ao contrário do que se espera, Hawking não foi um adolescente sem jeito com as mulheres. Apesar de um pouco desajeitado, ele demonstra desenvoltura ao abordar Jane, conseguindo conquistar a moça com sua inteligência e charme.
Mas não demora muito para notarmos os primeiros sinais de que há algo errado com o rapaz. O que incialmente parece fraqueza, rapidamente evolui, culminando num acidente que leva Hawking a buscar ajuda médica. Já apaixonado por Jane (e ela por ele), ele é diagnosticado com a doença do neurônio motor, uma doença degenerativa progressiva. Nela, os sinais que o cérebro emite e recebe para nos fazer mover são interrompidos. Em sua conversa com o médico, a primeira pergunta de Hawking é “Mas e o cérebro?” No que o médico responde que o cérebro não é afetado pela doença. Com uma estimativa de vida de dois anos, Hawkings decide se isolar do mundo e faz de tudo para afastar Jane, pois acha que não há chance de um futuro com ela. Mas a garota persiste e, mesmo visivelmente chocada com a degradação física do rapaz, decide ficar com ele até o fim.
É ainda no primeiro ato do filme que presenciamos a rápida evolução da doença. O filme é eficaz ao retratar o horror de perder progressivamente o controle de seu corpo. Sendo Hawking uma pessoa de mente tão rápida, adaptar-se a uma vida lenta em um corpo que não acompanha mais seu cérebro deve ter sido tarefa árdua. Já casado com Jane e preso a uma cadeira de rodas, Hawking passa a depender de Jane para tudo, mas isso não o faz perder o senso de humor afiado e muito menos o faz desistir de sua carreira acadêmica. Sem perder tempo se lamentando, Hawking volta suas atenções às pesquisas e, mesmo com todas as adversidades, logo conquista títulos e reconhecimento mundial.
A Teoria de Tudo foca nos momentos relevantes à jornada de seus personagens principais, passando batido por muitos acontecimentos, como o nascimento do primeiro filho do casal (nem chegamos a ver Jane grávida). O filme não dá muitas voltas e não perde tempo para avançar a trama, de forma que, às vezes, parece ter um pouco de pressa para chegar em determinados momentos e marcos da vida de Hawking. Apesar de um pouco corrido, isto não chega a atrapalhar a experiência. O filme consegue ser bem humorado (contendo até uma piada referência a Doctor Who) e conta com uma atuação inspirada de Eddie Redmayne que, não apenas se parece fisicamente com Stephen Hawking, mas consegue recriar à perfeição os efeitos da doença. O ator consegue pegar todos os trejeitos e dificuldades do Hawkings da vida real, até mesmo a fala difícil (antes do cientista perder essa capacidade). Felicity Jones também se destaca ao retratar a dedicação e gradual desgaste de Jane.
Apesar de didático e muito certinho (como a maioria das cinebiografias), A Teoria de Tudo é eficaz ao adaptar parte da vida de Stephen Hawking para as telonas sem apelar para o drama barato. O filme peca por não explorar os momentos mais polêmicos e escândalos da vida do cientista e ser um pouco apressado, mas cumpre a missão.
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